Sobre o Previously on LOST
Este blog é um tributo… E um convite

Há 20 anos (contados do momento em que este texto é escrito), iniciava aquela que, sempre vou insistir, foi a maior série de todos os tempos.
Na ocasião, já com a história em andamento, nasceu o blog Previously on LOST, incentivado pelo turbilhão que Lost causou e por alguns acontecimentos que narro aqui.
A série terminou, os blogs que falavam sobre o assunto foram desaparecendo, e, até hoje, nos sites atuais, nas redes sociais e onde for, a série permanece existindo. Mesmo em meio a um universo todo diferente e mais populoso de produções que vigora atualmente, mesmo com um monte de streamings com infinitos títulos cada um, Lost é recorrentemente apontada como a melhor da história por uma quantidade não irrisória de espectadores. No mínimo, aparece entre as melhores.
Há algum tempo, a Netflix relançou a série em seu catálogo (edit: para depois remover novamente. Agora, está disponível na Disney+). E mesmo com um final que dividiu o mundo, mesmo depois de 20 anos, e mesmo depois de já ter passado pelo próprio catálogo do streaming em outro período, Lost ainda conseguiu arrancar um Top 5 por quase duas semanas!
Mas tem um problema…

É impossível viver o que aconteceu na época
Quando foi ao ar, Lost causou um efeito tão gigantesco, que revolucionou a TV, a forma como as séries eram pensadas e escritas, e o mundo das telas.
Ecoaram para sempre a forma como usaram os flashbacks. Replicaram a forma narrativa com os flashbacks até em uma história do Wolverine nas HQs. O logotipo da Oceanic Airlines (companhia de aviação que aparece na série) era vista em mochilas nos quadrinhos da Marvel. A história extrapolou a TV e alcançou mídias externas, a internet, os mobisódios (curtas que foram exibidos entre temporadas), games, experiências imersivas para o espectador participar como se fizesse parte da trama, livros, e até um jogo de realidade alternativa que mesclava a TV, a internet e o mundo real (o Lost Experience).
Hoje em dia, muitos não têm consciência, mas o próprio surgimento dos streamings como a Netflix foi adiantado pelo sucesso de Lost. É sério! Sem Lost, a Netflix teria demorado mais a surgir. A série causou um efeito tamanho que a própria produção de séries aumentou em quantidade e qualidade, e impulsionou a integração entre TV e internet de tal maneira que as iniciativas por transmissão online aceleraram.
É impossível, para um espectador de hoje, viver o que aconteceu na época. Quem estava lá, estava. Quem não estava, pega um pedacinho da grandiosidade que foi tudo aquilo.

Por isso, este blog retorna
Ainda que não haja formas de entregar a um espectador novo uma experiência como a daquele tempo, com o retorno da série ao catálogo da Netflix, veio a vontade de reativar este blog e tentar entregar pelo menos parte das sensações que foram vividas. E ao mesmo tempo, trazer um pouquinho daquela magia aos espectadores antigos que, porventura, queiram se aventurar novamente.
Este blog é um tributo… E um convite.
A intenção é tentar emular a forma como a interação acontecia quando Lost estava no ar. Claro que não dá para trazer de volta tudo que era produzido pela emissora (a ABC), e nem de longe conseguiríamos recriar um universo que contou com a participação conjunta e entusiasmada de tanta gente ao redor do mundo.
Mas, pelo menos, pode ser possível que alguém assista a um episódio e venha aqui, em um blog que funcionava na época, para ler (isso mesmo, ler, porque era assim que eram as coisas) uma análise profunda, enriquecer a experiência e, quem sabe, conversar um pouco nos comentários.
Não pretendo realizar publicações diárias. Para escrever os artigos, vou rever cada episódio (já vou completar, no mínimo, a quinta vez), e trazer sua análise logo que conseguir. Não posso me comprometer com intensidade, mas posso prometer uma constância legal, o que pode, inclusive, imitar um pouquinho da espera semanal por cada novo episódio naqueles tempos.
A ideia não é ser uma maratona, e sim uma aventura.
E se você quiser embarcar, seja muito bem-vindo a bordo!
