Enriquecendo a experiência,  O final

Em defesa do final

Se você não assistiu à serie ou ao seu final, não leia este artigo! Sério!

Sério! Para o bem da sua experiência… Este post é só para quem já viu o final! Se você não assistiu ao final e ler este post, vai estragar sua viagem!

Se você já acessou um ou outro artigo da sequência inicial de lançamento deste blog, já deve ter me visto falar que Lost é, tranquilamente, a maior série de todos os tempos, ok? Ok!

E se você não faz muita ideia de como a coisa toda aconteceu lá na época em que era transmitido, te digo uma coisa sobre o final que pode parecer um tanto dicotômica:

O final de Lost dividiu o mundo!

Se você assistiu e viveu aquele 23 de maio de 2010, sabe do que estou falando.

Lost fez tanto, mas tanto sucesso, que a emissora separou basicamente um dia inteiro de programação sobre a série no dia do seu grande encerramento. Era pra ser um episódio duplo, mas Carlton e Damon, os criadores, precisaram de mais tempo para encaixar todos os acontecimentos do enredo.

O que os grandões da emissora disseram?

Vai fundo! Usem o tempo que precisarem!

As cifras dos intervalos comerciais eram gigantescas, afinal.

Chegada a hora, o episódio roda, e, naquele último minuto, uma bomba!

Metade do mundo amou. A outra metade detestou!

Por que?

É sobre isso que vamos falar aqui.

Venho, por meio deste post, tentar apresentar uma defesa embasada em favor do final de Lost, que foi, sim, o melhor final possível!

Não concorda? Segue lendo!

Mas, antes, só um último aviso:

Eu já disse que, se você não tiver assistido ao final da série, não deveria ler este post?

Não é brincadeira. A partir daqui, o texto vai ter uma tempestade de spoilers, e a leitura por um desavisado (mesmo eu tendo avisado três vezes em letras garrafais) que não tenha assistido vai estragar totalmente a experiência.

Dito isso (pela terceira vez), vamos aos fatos!

Mistérios

Damon Lindelof deu uma declaração dizendo que Lost teria sido planejada para apenas três temporadas, e com somente uns 17 episódios cada.

Os executivos da ABC diziam: não! Eles não compreendiam por que os criadores queriam terminar assim, tão cedo, uma série que fazia sucesso.

Mas Carlton e Damon desejavam realmente entregar o melhor, e ficar estendendo indefinidamente a história demandava incluir mais e mais mistérios, para muito além do que eles próprios haviam idealizado.

Só que, depois, veio o inevitável. Precisaram resolver todos esses mistérios! Ou, pelo menos, os que eram pra ser resolvidos.

Sim! Existiam mistérios que não eram pra ser resolvidos! E existiam mistérios que não eram mistérios!

Os executivos disseram que ok, bora fechar em 10 temporadas… Os criadores disseram que não! Tinha que ser menos! E, como eles ganharam moral, tamanho sucesso daquilo que entregavam, conseguiram bater o martelo para seis temporadas, com as últimas três sendo reduzidas de 23 para 16 ou 17 episódios cada. Um feito! Peitaram os engravatados e simplesmente conseguiram!

Assim, o primeiro problema era resolvido: o excesso de mistérios.

O que não deixou de ser um problema, de fato, porque, como eu já disse, a lista de perguntas já havia ficado grande, e agora precisavam responder.

No fim, uma parcela muito significativa do planeta brada, até hoje, que um montãããão dessas perguntas ficaram sem resposta.

Verdade? Não!

A maioria foi respondida, sim!

E, mais uma vez, existiam mistérios que não eram pra ser resolvidos e existiam mistérios que não eram mistérios!

Depois de terminar a leitura, volta ali em cima e aperta aquele botão. Tá lembrando, né?

Aqui, no Previously on Lost, essa problemática dos mistérios vai ser muito bem atendida por meio do post para onde o botão direciona.

Se assistir aos episódios e acompanhar por aqui, você vai, fatalmente, chegar ao final como um especialista que sabe todas as possíveis respostas para os mistérios da série!

Beleza! Primeiro problema resolvido.

Partiu próximo?

Eles não estavam mortos desde o início!

Já no primeiro episódio, surge a pergunta:

O que é a ilha?

O que tem de diferente ali?

Teorias pipocavam ao ponto de uma parte do público acreditar veementemente que tudo não passava de um sonho de Vincent, o cão! Tem base?

Em meio a essa enxurrada de possibilidades, uma das ideias mais repetidas era que todos teriam morrido na queda do avião, e que a ilha seria uma espécie de purgatório, um lugar além-morte.

No episódio 18 da terceira temporada, Naomi Dorrit (lembra? Aquela da equipe do Faraday), após ser socorrida logo depois de chegar à ilha, diz que todos eles estavam mortos, ao que Sayid responde que, como ela podia ver, estavam bem vivos.

Na verdade, a população fora da ilha, após procurá-los até desistirem, os declararam como mortos. Mas eles não estavam.

Assim, a teoria caiu por terra.

O problema é que, depois, lá na última temporada, no finalzinho do último episódio, fomos descobrir que os flashsideways (nome dado a cortes para cenas que aconteciam em uma espécie de universo paralelo em que o Oceanic 815 não caiu na ilha com nossos queridos personagens. Até hoje, se procurar flashsideways, o Google retorna Lost na primeira posição) eram, na verdade, um purgatório (agora, sim, mas só nos flashsideways).

Ali, só nos flashsideways, os personagens estavam mortos, e interagiam naquele espaço desconexo da nossa realidade e do nosso tempo para que pudessem acertar suas contas e seguir adiante.

Aí, minha amiga e meu amigo… Começou a treta!

Uma parte do mundo, levada pela ideia enraizada da teoria anterior, entendeu que eles estavam mortos desde o início, desde o primeiríssimo episódio da série.

Só que não!

Tudo que vimos em todas as temporadas aconteceu, de fato. Eles estavam vivos. O próprio Carlton Cuse (o outro criador) deu um monte de entrevistas repetindo isso. Não é algo difícil de compreender, mas, em meio a tantas narrativas, acabou ficando essa percepção equivocada por parte de milhões.

Então, vamos lá:

Eles caíram na ilha e sobreviveram. Passaram por tudo aquilo. Enfrentaram o homem de preto. Salvaram a ilha e salvaram o mundo. Não entendeu que eles salvaram o mundo inteiro também? Ok… Daqui a pouco, falo sobre isso.

Enquanto nas primeiras temporadas a narrativa era dividida entre o presente e os flashbacks e, depois, passaram a ser divididas entre o presente, os flashbacks e os flashforwards, na última temporada, foram introduzidos os flashsideways.

Era mais ou menos assim:

Presente: mostra o que acontece agora, na ilha ou em qualquer outro lugar da trama.
Flashback: mostra o que aconteceu no passado de algum personagem ou de alguns personagens.
Flashforward: mostra o que acontece no futuro de algum personagem ou de alguns personagens.
Flashsideways: mostra o que acontece “ao lado”, em uma espécie de universo paralelo em que, como eu já disse, aquele avião não caiu na ilha.

No fim, tudo se junta, criando a narrativa mais fantástica que se pode imaginar.

E nos flashsideways (que só existiram na temporada final), e só neles, os personagens estavam mortos.

Então, tudo aconteceu. Tudo foi real. A linha do tempo da ilha, na última temporada, encerrou a aventura e também aconteceu.

Charlie morreu na Looking Glass, Locke morreu enforcado por Ben, Sun, Jin e Sayid morreram no submarino, Jack morreu na última cena da série ao lado de Vincent…

Depois, com o passar do tempo, os sobreviventes, que escaparam no avião da Ajira, pilotado por Frank Lapidus, viveram suas vidas, envelheceram, foram morrendo um a um, seja lá de que tipo de morte. Hurley comandou a ilha por muuuuito tempo e depois morreu também… Enfim, todos chegaram ao fim das suas vidas em tempos diferentes.

E se reencontraram naquele lugar representado nos flashsideways, um lugar em que o tempo não existe, uma espécie de limbo, para resolver suas pendências e seguirem adiante.

Não importando quando e como cada um morreu, todos estavam ali porque, naquele lugar, o tempo não segue os padrões da nossa realidade. É como se as almas se desprendessem da limitação do nosso tempo e se encontrassem nesse lugar único e desconexo.

E é isso. Eles estavam mortos somente ali, nos flashsideways, que no fim das contas também eram flashforwards, porque mostravam o futuro dos personagens no pós-morte.

Mas, em todos os outros momentos, em qualquer situação das cinco primeiras temporadas e na linha do tempo na ilha da sexta temporada, estavam vivos e tudo aconteceu.

Esse é, talvez, o maior motivador para muitos não terem gostado do final. Se você é uma dessas pessoas, espero ter ajudado.

Eles não estavam mortos o tempo todo!

E pra acrescentar mais um pedacinho de curiosidade, você reparou que a igreja em que eles finalmente conseguem seguir adiante, seja lá para o que existisse depois dali, era uma igreja ecumênica?

Havia, ali, símbolos de todas as religiões e crenças.

Quando assistir novamente, preste atenção. Foi bem legal.

Eles salvaram o mundo

Você percebeu essa?

O que ocorreu foi o seguinte (e vou tentar não me estender):

No fim das contas, o que era a ilha?

No aguardadíssimo Ab Aeterno, o 9º episódio da sexta temporada, finalmente ficamos sabendo a origem de Richard Alpert. Algum tempo depois de ele chegar à ilha, após bastante atribulação, conversa com Jacob e pergunta: o que é a ilha?

Naquele momento, os olhos do planeta se fixaram à tela, porque, ali, talvez, seria dada a mais aguardada resposta de toda a série!

Jacob, então, mostra uma garrafa de vinho a Alpert, fazendo uma analogia. Ele diz que o vinho é o mal, o ruim, a escuridão, e que se não fosse a garrafa, esse mal se espalharia. A ilha seria como a rolha daquela garrafa, que não deixa o mal escapar.

Por muitos momentos, foi repetida, na sexta temporada, que o homem de preto, que também sempre foi o monstro de fumaça, queria sair da ilha, e que Jacob o impedia desde sempre.

Uma das perguntas que tiveram sua resposta somente de forma parcial foi: o homem de preto / monstro de fumaça era, ele próprio, esse mal? Ou era somente uma parte de todo o mal? Talvez, um enviado, um soldado…

Fico tendencioso pela segunda opção, e explico isso nos próximos parágrafos.

Segundo o relato de Jacob, a ilha existia para manter o mal enclausurado, sem deixar que ele se espalhasse para o restante do mundo. Ela era um lugar sagrado que existe desde tempos imemoriais, sendo protegida por um guardião depois do outro com essa finalidade de conter o mal preso, porque se ele saísse, se espalharia e levaria o fim a todo o mundo.

Pra completar, a uns dias do fim, foi encontrada parte do roteiro do episódio final da série em uma lixeira de restaurante no Havaí, deixado ali por um funcionário descuidado – ou não (veja a que ponto chegavam as buscas por material sobre a série!). Depois de tantos anos, não se encontra mais o roteiro na internet, mas a folha em questão foi exibida e podia ser parcialmente lida. Depois, os produtores confirmaram que era real. E, nesse roteiro, havia um detalhe interessante:

Lembra da parte em que Desmond e Jack descem pela gruta de onde saiu o monstro de fumaça até chegarem a uma espécie de poço ou piscina? Lá no fundo, onde a água caía e onde tinha uma pedra bem no centro, parecendo uma rolha que tapava o buraco no meio daquela água toda? A pedra foi removida, a ilha começou a desmoronar, o homem de preto (que havia assumido a forma do falecido Locke) perdeu seus poderes, aconteceu o embate final, a pedra foi devolvida ao seu lugar e a ilha se firmou novamente.

No tal roteiro, aquele lugar, onde estava a pedra, era nomeado como nada menos que inferno.

Lost não segue unicamente nenhum preceito religioso. A série viaja por entre muitas crenças de forma solta e democrática. Então, da mesma forma que não foi mostrado o que viria depois dos eventos apresentados nos flashsideways (algo equivalente ao “céu” ou ao que quer que seja), também não foi mostrada a forma desse inferno, nem foi dito se se tratava do inferno cristão, ao que penso que não.

Possivelmente, a ideia era que aquela pedra, seja lá como ela tenha sido forjada num passado longínquo, era o mecanismo que mantinha a essência do mal (acredite você na forma que quiser para esse mal) aprisionada. A chave que mantinha a ilha funcionando e cumprindo com seu propósito.

A ilha é o coração do mundo, e aquela pedra é o mecanismo que mantém a ilha viva. Lembra? Tivemos evidências de que a ilha era também, de alguma forma, uma entidade, e não somente um pedregulho inanimado com matas e montanhas. Por algumas vezes, distintas pessoas diziam: a ilha precisa de você. A ilha não precisava mais dela. Ouça a ilha…

Então, sim: Jack, Desmond e Kate, com a ajuda dos demais, impediram a essência do mal de ser libertada e escapar da ilha para o restante do planeta. Caso isso acontecesse, nossa querida Terrinha seria tomada e envolta por esse mal.

De perdidos num acidente de avião a salvadores do mundo. A história evoluiu.

Expectativa vs. realidade

Por fim, vamos falar sobre a última questão que pegou forte na hora de as pessoas gostarem ou não gostarem do final de Lost:

As expectativas!

Que Lost revolucionou a TV, você já deve estar cansado ou cansada de me ouvir falar.

Antes de Lost, as narrativas das séries de TV focavam naquela fórmula procedural, em que os personagens resolviam o problema da semana. Cada episódio funcionava individualmente, sem uma ligação coesa criando um enredo contínuo.

Os personagens dessas séries… Eles eram exatamente os mesmos a cada episódio, sem um desenvolvimento perceptível.

As emissoras esticavam indefinidamente a vida das séries até não caber mais. Enquanto desse para sugar uma gota, já que o público permanecia assistindo, eles o faziam. Com isso, criavam-se séries arrastadas, sem fim, às vezes exibidas fora de ordem no Brasil.

Havia boas séries? Claro. Mas, em geral, a coisa era mesmo engessada assim.

E surge Lost.

O mundo da TV e das séries iniciaria uma nova fase depois desse incidente (não resisti) que o dividiu em antes e depois.

Dinâmica nova, uma narrativa sequencial que transformava os episódios, quando reunidos, em uma história única, coesa. Personagens que se desenvolvem e evoluem com o passar do tempo. Enfim, uma sofisticação artística que não existia antes. Tudo isso além dos flashbacks, que foram revolucionários. São comuns hoje? Foi Lost que começou.

Claro que outras séries, naqueles tempos, fizeram o mesmo, inclusive antes de Lost. Mas Lost conseguiu fazer emplacar de uma forma única e sem precedentes.

Se hoje as séries podem planejar seu final, é graças a Lost.
Se hoje as séries podem caminhar por trajetos diferentões, é graças a Lost.
Se os streamings estão no nível em que estão, é graças a Lost.

Naturalmente, todas essas coisas tenderiam a acontecer em algum momento, mas aconteceram antes por causa de Lost.

O frenesi era tão extremo que cada um criava suas próprias teorias. Existiam centenas, talvez milhares de finais idealizados mundo afora. Cada um ansioso para confirmar se acertaria, ainda que um pouco.

Só que, com uma grande expectativa, vem uma grande frustração.

Quando a teoria ou as ideias das pessoas não foram confirmadas, a galera se revoltou!

Teve gente que soltou fogo pela boca dizendo que Lost trouxe uma narrativa tecnológica e guinou 180 graus para apresentar um final espiritual… Teve gente que esperava que o monstro de fumaça fosse um sistema de segurança da DHARMA, e ele era um ser místico… Teve gente que esperava que os flashsideways fossem uma linha do tempo alterada pelas ações dos personagens, e que veríamos essas ações que criaram a nova linha do tempo no final, e no fim era o pós-morte…

Lost sempre foi espiritual. Sempre foi mística. Passeou pelas dicotomias de homem da ciência vs. homem de fé, abordou espíritos, pessoas mortas, o contato entre pessoas com a própria ilha, entidades ancestrais… A própria viagem no tempo era realizada por meios místicos, pela ação daquela energia que ficava no subterrâneo e que ninguém sabia, de fato, o que era.

Sério! Assista novamente e se atente a isso. Vai perceber que o misticismo sempre esteve ali, e que DHARMA, Os Outros, Widmore, submarinos, helicópteros, pesquisas científicas, tudo isso foi tão somente ação humana em meio ao desvelar contínuo e progressivo do místico que a ilha e tudo mais representam.

Dito isso, como o final poderia ser diferente?

Foram dois finais

Final 1: na ilha. Jack e Kate finalizam com o Homem de Preto. Jack recoloca a pedra e salva a ilha e o mundo. Na iminência de sua morte, Hurley assume como o guardião. Os demais escapam no avião de Lapidus. Jack fecha o olho em antítese à primeira cena da série.

Final 2: no pós-morte. Eles se reencontram, passam pelas situações necessárias para alcançar as percepções que precisam. Vivem momentos que se fazem acalento para o que não conseguiram experimentar em vida, ou seja, são recompensados e ficam em paz. E seguem adiante.

Dois finais. Embora o final 1 encerre a série, é o final 2 que acontece cronologicamente depois. E se você não gostou da coisa do pós-morte, ainda pode ignorá-la e apreciar o final da ilha, em que Jack se sacrifica e sorri ao perceber que pode morrer em paz por saber que os demais, sobretudo Kate, estavam a salvo.

Este artigo mudou alguma coisa na sua percepção sobre o final de Lost?

Se sim, que bom. Fico imensamente feliz!

Se não, ok. Tudo bem. Não tem problema não ter gostado. Só me parece não fazer sentido pensar que perdeu anos do seu tempo com a série só porque um dos dois finais não atendeu às suas expectativas.

É entretenimento. E, como tal, é feito de tudo que foi apresentado do início ao fim. É feito de toda a jornada.

E a jornada é mais importante que o destino final.

Claro… Houve falhas? Sim. Houve alguns momentos que poderiam ser melhores? Também. Mas, qual série ou qual história não tem?

É que Lost foi algo tão gigantesco que até os mínimos problemas, dos tantos que seriam facilmente relevados em outras produções, inclusive mais atuais, eram tratadas como um verdadeiro sacrilégio. Era uma coisa extremamente desproporcional.

Nem vou entrar no mérito de que, desde sempre, Carlton e Damon diziam que é uma série sobre pessoas. Sobre os personagens.

Mas cabe lembrar dos momentos emocionantes em os losties se encontravam no pós-morte… E se lembravam. Os despertares. Essa carga dramática que tornou tudo tão mais grandioso.

Por fim, para muitos, mesmo depois dessa extensa defesa, o final ainda pode soar amargo. Mas uma coisa é certa: o final pode até ser questionável para alguns, mas a importância de Lost para o universo das séries e da TV é inegável.

Alguém que tentou contribuir para o entendimento e uma boa experiência com Lost no passado e que quer manter um pouquinho dessa fantástica série viva.

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